segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

PROPAGANDA

Foi-se o tempo em que a propaganda apresentava uma "novidade", seja de marca, deseja de categoria de produto ou mesmo de uma inovação no mercado.
perece que tudo já foi inventado.
Como dizia o velho guerreiro ( Chacrinha), nada se cria, tudo se copia.
Ora, isso vale para produtos e serviços, vale também para a comunicação e a metalinguagem.
Ninguem mais é enganado pela propaganda, só se a pessoa quiser se iludir. E a função de comunicar que tal marca, tal produto ou serviço está disponível, está ficando cada vez mais repetitiva, comum, banal, sem criatividade(não há mais o que se criar, além da mentira), que a forma está tomando lugar do conteúdo. O som está mais alto, a cor está mais forte, a cópia está mais fraca, e o "bate o bumbo" voltou. Vejam os comerciais das Casa Bahia ( que eu odeeeeeeeio, mas gosto de Salvador e da Bahia como um todo. Nada a ver), de tão barulhento, ruim e mentiroso, mas vendedor que é, está sendo copiado pelos concorrentes, que conseguem fazer pior! É só um exemplo. Voce pode pegar o seu próprio que tá valendo. Uma merlim....
Você compra?
Claro que não!
Vai no site mais agradável e mete ficha!
Mas a propaganda lá, infernizando seus ouvidos, olhos, boca e garganta. Só indo no ortorrino...
Mas pior que isso tudo é o Companheiro chefe, que não entende nada de nada e dizer pra voce consumir e consumir. É o fim da metalinguagem.
Reproduzo abaixo, então, a última pesquisa sobre o assunto, que o povo pensa do que o molusco mascate vem falando.
...

Economia

Domingo, 30 de novembro de 2008, 22h11

Brasileiro não consumirá só por propaganda, aponta comércio

Fabiano KlostermannPeter Fussy

Os apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para manter o nível de consumo frente à crise financeira global devem ser pouco eficazes sem outras medidas de política fiscal e monetária, apontam representantes do comércio. Para associações e economistas, a população vai olhar para o próprio bolso e para a perspectiva de emprego antes de se deixar influenciar pelo clima natalino e as propagandas do governo, que deveria cortar juros e reduzir impostos.
Na visão do economista da Associação Comercial de São Paulo Marcel Solimeo, falta objetividade na iniciativa do governo. "O consumidor vai consumir conforme tiver mais ofertas e redução do custo de financiamento. Houve desaceleração no consumo, à medida que aumentaram os custos dos produtos importados via câmbio e dos (produtos) financiados via taxa de juros. Frente a isso não há apelo que faça o consumo aumentar", afirmou.
Para Altamiro Carvalho, economista da Fecomercio-SP, esta seria a hora de o governo atuar com medidas mais amplas. "Todo estímulo da manutenção da atividade e evitar a crise é interessante, mas isso não se faz com intenções e campanhas, nem com políticas pontuais, como a liberação do compulsório e de crédito para determinadas áreas", apontou. Uma reforma fiscal e a redução dos juros seriam as medidas mais eficazes para combater os efeitos da crise no comércio de final de ano, na avaliação do economista.

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