TARANTINO É BRASILEIRO
Em Minha visita a Natal fui ao cinema local assistir ao filme “Bastardos Inglórios” do mestre Tarantino e “não saí de lá decepcionado não”.(Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino – Inglourious Basterds. EUA/Alemanha, 2009)
Mas comentá-lo aqui, não é obra de reprodução de análise de cinéfilo ou critico de revistas que andam à solta por aí !
Mas também não vou contar o filme aqui; portanto, se você não viu, vá ver. Vale à pena e também lhe dará subsídios para entender o que descrevo aqui.
Trata-se de uma percepção que tive quase instantânea, ao reparar na relação da estória de Shoshana Dreyfus (Mélaine Laurent), sua personagem mais sofrida e com um fim no melhor estilo da Tragédia Grega em seu roteiro e nós aqui no Brasil onde vivemos uma tragédia tropical, essa sem fim.
A despeito da violência caricatural do personagem de Brad Pitt (Lt. Aldo Raine) e seus asseclas, numa saga de vingança brutal ao longo da trama, que nos expõe ao cenário que vivemos hoje, mas com contornos midiáticos que tentam amenizar todo o tipo de violência, ou seja, a violência virou um produto de consumo compulsório e real também, a estória de Shoshana se apresenta com um surrealismo que sublima a violência, a morte e a vida.
Seu plano de exterminar todos aqueles que transformaram sua vida num calvário, através do confinamento de todo o alto escalão do governo nazifascista de Hitler, inclusive o próprio, bem como a “nata aristocrática” do Estado totalitário numa sala de cinema, incinerá-los e explodi-los é não só genial como ousado e de certa forma cômico, se não fosse trágico – para ela mesma. É claro que o imponderável acontece e ela se vê envolvida na própria tragédia.
Mas sou Shoshana desde criancinha!
Aí está a chave. Contra tiranos, mentirosos, ardilosos, manipuladores, fascistas, falsos socialistas, esquerdas festivas, coronéis travestidos de intelectuais, sindicalistas obtusos destruidores de propriedades, falsos educadores, jornalistas que não estão a serviço da informação e democracia, juristas com sentenças prontas aos interesses de quem quer que seja que não o do DIREITO, essa solução de juntá-los e queimá-los no cinema, além de bem Tarantinesca é tentadora e também saciadora do vazio que existe dentro de nós com relação aos valores éticos de uma sociedade que se diz moderna e democrática e que na pratica ainda não a é.
Falta, além de outras coisas, o título do filme para convidá-los a se reunirem num cinema desses, com tamanha avidez como as abelhas quando se dirigem à colméia: diretas, determinadas, não pensantes, obedientes.
Portanto, aceitando sugestões para o titulo do filme, mando abaixo o meu titulo:
“COMO UNS BRASILEIROS MATAM TODOS BRASILEIROS OTÁRIOS.”
Em Minha visita a Natal fui ao cinema local assistir ao filme “Bastardos Inglórios” do mestre Tarantino e “não saí de lá decepcionado não”.(Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino – Inglourious Basterds. EUA/Alemanha, 2009)
Mas comentá-lo aqui, não é obra de reprodução de análise de cinéfilo ou critico de revistas que andam à solta por aí !
Mas também não vou contar o filme aqui; portanto, se você não viu, vá ver. Vale à pena e também lhe dará subsídios para entender o que descrevo aqui.
Trata-se de uma percepção que tive quase instantânea, ao reparar na relação da estória de Shoshana Dreyfus (Mélaine Laurent), sua personagem mais sofrida e com um fim no melhor estilo da Tragédia Grega em seu roteiro e nós aqui no Brasil onde vivemos uma tragédia tropical, essa sem fim.
A despeito da violência caricatural do personagem de Brad Pitt (Lt. Aldo Raine) e seus asseclas, numa saga de vingança brutal ao longo da trama, que nos expõe ao cenário que vivemos hoje, mas com contornos midiáticos que tentam amenizar todo o tipo de violência, ou seja, a violência virou um produto de consumo compulsório e real também, a estória de Shoshana se apresenta com um surrealismo que sublima a violência, a morte e a vida.
Seu plano de exterminar todos aqueles que transformaram sua vida num calvário, através do confinamento de todo o alto escalão do governo nazifascista de Hitler, inclusive o próprio, bem como a “nata aristocrática” do Estado totalitário numa sala de cinema, incinerá-los e explodi-los é não só genial como ousado e de certa forma cômico, se não fosse trágico – para ela mesma. É claro que o imponderável acontece e ela se vê envolvida na própria tragédia.
Mas sou Shoshana desde criancinha!
Aí está a chave. Contra tiranos, mentirosos, ardilosos, manipuladores, fascistas, falsos socialistas, esquerdas festivas, coronéis travestidos de intelectuais, sindicalistas obtusos destruidores de propriedades, falsos educadores, jornalistas que não estão a serviço da informação e democracia, juristas com sentenças prontas aos interesses de quem quer que seja que não o do DIREITO, essa solução de juntá-los e queimá-los no cinema, além de bem Tarantinesca é tentadora e também saciadora do vazio que existe dentro de nós com relação aos valores éticos de uma sociedade que se diz moderna e democrática e que na pratica ainda não a é.
Falta, além de outras coisas, o título do filme para convidá-los a se reunirem num cinema desses, com tamanha avidez como as abelhas quando se dirigem à colméia: diretas, determinadas, não pensantes, obedientes.
Portanto, aceitando sugestões para o titulo do filme, mando abaixo o meu titulo:
“COMO UNS BRASILEIROS MATAM TODOS BRASILEIROS OTÁRIOS.”